João 18.15-18, 19.25-27
Todos os discípulos sem exceção, abandonaram Jesus no momento de sua prisão, dois deles logo recuperaram coragem suficiente para retornar da fuga e seguir o seu Mestre enquanto Ele estava sendo levado a julgamento.
Um deles era Simão Pedro, sempre original no bem e no mal e que , segundo nos contam as escrituras, seguiu Jesus de Longe até o pátio do sumo sacerdote.... para ver o fim.
O outro, de acordo com a opinião geral dos interpretes era João.
João é o nosso próprio informante.
Que na verdade era conhecido do sumo sacerdote... e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote Jo 18.15
Esses dois discípulos, embora muito diferentes quanto caráter, eram muito amigos.
Em várias ocasiões, encontramos seus nomes associados de maneira sugestiva de uma a uma ligação especial.
A mesa da Ceia quando foi dada a noticia a respeito do traidor.
Visitas no sepulcro.
A margem do mar da Galiléia, O discípulo a quem Jesus amava, ao reconhecer aquele que havia ressuscitado, disse a Pedro: “ É o Senhor”.
De modo que encontramos os dois discípulos ainda como companheiros, mesmo depois de se iniciares nos deveres do apostolado.
Iam juntos ao templo à hora da oração e, ao se encontrarem em dificuldades por terem curado o paralitico à porta do templo.
Mesmo tendo características diferentes, pois eram homens de uma acentuada originalidade e força de caráter e encontrariam um no outro, mais centro de interesse do que nos demais membros do grupo.
Eles eram constituídos de tal forma que um encontrava no outro o comportamento de si próprio.
Em relação ao comportamento, Pedro era mais impulsivo e João era mais cauteloso;
Pedro era um homem de ação e João de razão e do sentimento.
O papel que competia a Pedro era de ser um líder e alguém que facilitasse o crescimento dos outros e João era de ser fiel, confiar e ser amado.
Pedro era o herói, e João o auxiliador e administrador do heroísmo.
Ambos demonstraram uma generosa solicitude em relação ao destino do mestre. Pois enquanto os outros se retiraram da cena eles o seguiram para saber como tudo terminaria.
João se apegou ao seu Senhor até o ultimo momento.
Esteve presente nas vária inquirições as quais Jesus foi submetido. Tomou lugar aos pés da cruz onde a tudo podia assistir. Viu entre outras coisas, o fenômeno do sangue e da água fluindo da ferida provocada pela lança no corpo do Salvador.
João foi persistente e fiel o tempo todo ,mas e Pedro o que aconteceu com ele?
Melancólica e exibição.
As circunstancias não foram iguais para os dois.
João teve a vantagem de ter um amigo na corte,e era, de alguma forma, conhecido pelo sumo sacerdote. Essa circunstancia permitiu-lhe a admissão na sala de julgamento, dando-lhe uma certa segurança contra qualquer risco a sua pessoa.
Pedro não tinha nenhum amigo na corte.
A precipitação de seu ato no jardim o havia tornado uma pessoa indesejável, e ele podia estar sentindo medo de como conseqüência, ter problemas naquele local.
Tais receios não deixaram de ter fundamento, pois uma das pessoas que acusaram Pedro de ser discípulo de Jesus pertencia a família do homem cuja orelha ele havia decepado.
Não te vi no horto com ele? (Tinha que dar uma resposta)
Sua inoportuna coragem no jardim ajudou a fazer dele um covarde no pátio do palácio.
A disposição de Pedro o deixava aberto à tentação enquanto a de João, ao contrario, oferecia uma certa proteção contra ela.
Pedro era franco(sincero) e impetuoso.
João era reservado e nobre.
A característica de Pedro com todas as pessoas era agir de forma aberta, enquanto João se mantinha em seu lugar e tinha facilidade de colocar as outras pessoas em seus lugares.
Como João agiria no lugar de Pedro?
Pedro não conseguia manter à distancia de pessoas que não eram adequadas á sua companhia; era demasiadamente aberto e sensível á opinião pública.
A Fraqueza de Pedro estava dirigida à sua indiscriminada cordialidade e à sua indiscriminada cordialidade e a sua tendência de ser “Amigo de todo mundo”.
João, por outro lado, não corria nenhum risco de formar laços próximos com tudo e todos. Ao contrario para ele era demasiadamente fácil estabelecer diferenças entre amigos e amigos.
Ao decorrer do tempo, Pedro iria tomar uma forma mais concentrada, João de expansão
Pedro se tornaria menos generoso e João muito mais.
Pedro progrediu de uma benevolência indiscriminada para uma determinação moral que faria a distinção entre amigos e inimigos, a igreja e o mundo.
O progresso de João, por outro lado, consistia em deixar de ser intolerante e se tornar imbuído do espírito bondoso, humano e gentil de seu Senhor.
Pedro amadureceu a ponto de já não se importar tanto com a opinião das pessoas e João passou a se importar muito mais.
FOI CERTO OU ERRADO SEGUIR JESUS?
Foi certo para aquele que era capaz de fazê-lo sem qualquer dano espiritual e errado para aquele que tinha razões para acreditar que assim fazendo, estaria se expondo a esse perigo.
Se Pedro tivesse levado as palavras de Jesus a serio, teria evitado a cena da tentação.
Ao desconsiderar as advertências, ele se lançou voluntariamente nos braços do tentador e é claro cometeu um pecado.
Esse erro ensina uma lição a todos aqueles que sem procurar a orientação de Deus e negligenciar aos conselhos recebidos, assumem compromissos que estão além de suas próprias forças.
Deus te Abençoe Muitíssimo!
Pr. Júlio César